Monday, February 21, 2005

 

O quarentão

É oficial... Portugal deixou-se seduzir por um quarentão, grisalho e bem-parecido.

Thursday, February 17, 2005

 

Naqueles dias...

Era eu muito mais míuda que hoje. Andava por lá com a largueza de quem tinha muitos dias para usar.
Entre a planície e a barragem, lembro-me que ouvia muito a Dulce Pontes. Dos poucos cd's que tinha era a única voz tão grande como o horizonte. Tenho presentes em mim todas as sensações que por lá agarrei.
O calor abrasador do Verão. O carro a deslizar pelo IP2 entre Beja e Castro. Os amigos que lá encontrei. As conversas que se têm num sítio onde o tempo parece ser mais comprido. Os petiscos nas tascas imundas saboreados entre um naco de pão alentejano e um copo de vinho tinto maduro e redondo. Os cães por companhia na rua. A sensação de estar num lugar longínquo para uma menina de litoral beirão, completamente diferente, que me mudava o espírito. Os moços, os meus alunos...
Aqui, hoje, à distância de muitos quilómetros, de alguns anos, de outras paisagens e emoções, da aspereza de um punhado de dias que o Alentejo teve, ficou-me este nostalgia primaveril doce.

 

A planura dourada Posted by Hello

 

Bateu-me uma nostalgia...

É tão grande o Alentejo

No alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
TAnta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!

Cancioneiro popular
Interpretado por Dulce Ponte

 

As fotos

Um semáforo vermelho dá-me para isto. Ali estava à minha frente a cara do Eng. Sócrates. O poste tapava metade da dita.
O lado esquerdo do lado dele é sério, mas o lado direito dele sorri. Ali está uma assimetria bem interessante.
Melhor ainda é a foto do Dr. Santana Lopes. Por amor a Portugal ele está com aquela expressão facial quixotesca de quem não sabe se mira moinhos ou gigantes. É o fardo dos meninos-guerreiros.

 

A dor da gente

Notícia de Jornal (Luís Reis - Haroldo Barbosa)

Atentou contra a existência num humilde barracão
Joana de tal, por causa de um tal João
Depois de medicada, retirou-se pro seu lar
Aí a notícia carece de exatidão
O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou
Joana é mais uma mulata triste que errou
Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal

(Cantado por Chico Buarque)

Tuesday, February 15, 2005

 

My daily wish

I want to be a happy hippie.

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