Thursday, February 17, 2005

 

Naqueles dias...

Era eu muito mais míuda que hoje. Andava por lá com a largueza de quem tinha muitos dias para usar.
Entre a planície e a barragem, lembro-me que ouvia muito a Dulce Pontes. Dos poucos cd's que tinha era a única voz tão grande como o horizonte. Tenho presentes em mim todas as sensações que por lá agarrei.
O calor abrasador do Verão. O carro a deslizar pelo IP2 entre Beja e Castro. Os amigos que lá encontrei. As conversas que se têm num sítio onde o tempo parece ser mais comprido. Os petiscos nas tascas imundas saboreados entre um naco de pão alentejano e um copo de vinho tinto maduro e redondo. Os cães por companhia na rua. A sensação de estar num lugar longínquo para uma menina de litoral beirão, completamente diferente, que me mudava o espírito. Os moços, os meus alunos...
Aqui, hoje, à distância de muitos quilómetros, de alguns anos, de outras paisagens e emoções, da aspereza de um punhado de dias que o Alentejo teve, ficou-me este nostalgia primaveril doce.

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