Friday, January 27, 2006
Patrícia Melo

As conversas transatlânticas têm destas coisas. Eu falo de José Riço Direitinho e acabo por descobrir uma escritora paulista fabulosa.
A história é muito simples, porém fluente e hardilosamente contada, de um maestro muito enciumado apaixonado e casado por uma mulher judia 30 anos mais nova que ele.
Marie está a descobrir o que significa isso de pertencer ao Povo Eleito e o Maestro acha-se exactamente do outro lado, um gói proscrito do coração dela.
Saber acender uma fogueira é saber manejar a lenha e o ar. Ter a paciência do tempo da madeira e o fôlego certo para a avivar aqui e ali. Por isso, a magia de olhar o fogo é uma metáfora para a existência humana, para o amor. A combustão alquímica que transforma. E depois a Fénix. Ou, então, o rubedo.

