Wednesday, March 15, 2006
Nómadas à porta
É verdade que há uns quantos leirienses que me olham intrigados ao saber do facto de eu ter deixado a capital do distrito e de ter comprado uma casa na Marinha Grande. A casa é mesmo muito jeitosa e mais barata comparativamente a Leiria, mas mesmo assim, há quem queira saber as razões de tal escolha. Tirando as fábricas que se vêem no horizonte e o ar que se respira (o de Leiria não é muito melhor), a vida aqui é melhor. Há mais jardins, mais estacionamento gratuito, serviços públicos e privados mais em conta e um menor provicianismo bacoco (que é mal nacional). Mas digo-vos que há meses que duas auto-caravanas de matrícula italiana pertencentes a respeitáveis ciganos engravatados se encontram ali na rua perpendicular. Reparem bem: gente que já correu a Europa vem pôr-se aqui nesta urbanização mal amanhada, mas pertencente a esta cidade operária. Eles escolheram a Marinha Grande! Isto é que me intriga... Mas intriga mesmo. (E não... não há notícias de carros roubados nem assim...) Só costuma andar aí um mocito de cerca de dez anos com um garrafão plástico na mão que primeiro pede uma moeda e depois água.
Comments:
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Hum... então prevejo que, mais dia menos dia, vai optar por mudar-se da Marinha Grande para Vieira de Leiria que, apesar de ser bem mais santa terrinha, tem inexplicavelmente acolhido bastantes marinhenses...
Por favor não siga a rota desse êxodo misterioso!
Por favor não siga a rota desse êxodo misterioso!
Olhe não se preocupe muito com isso, porque como eu já escrevi num dos meus posts as pessoas preocupam-se muito com a vida dos outros e pouco com a delas.
Se puder passe no meu blog e deixe a sua opinião.
Um Abraço,
Pedro Gonçalves.
Se puder passe no meu blog e deixe a sua opinião.
Um Abraço,
Pedro Gonçalves.
Temos várias coisas em comum, minha cara. A saber: Parte dos gostos musicais (Radiohead, Tom Jobim, Sigur Ros, The Doors); a literatira (Antóno Lobo Antunes, José Saramago, Sepúlveda, Gabriel Garcia Marques e Kundera); alguns dos filmes. Mas o mais interessante é as razões que te levaram a viver na Marinha Grande. Apesar de ter nascido e vivido a maior parte do tempo na Marinha - com excepção dos quatro que vivi e estudei em Lisboa e das semanas das minhas viagens - partilho de alguns dos argumentos para continuar a viver na "cidade operária", apesar de ter de deslocar-me todos os dias para trabalhar em Leiria. Os espaços verdes, a proximidade das praias e do pinhal, os preços mais baratos da habitação e serviços. Mas acima de tudo, pelas pessoas. Somos menos conservadores, temos um menor provincianismo bacoco (apesar de existir)e somos mais exigentes.
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