Friday, March 23, 2007
A Profecia Celestina
Saturday, October 28, 2006
Lobo Antunes
Sunday, October 15, 2006
Everyday, for six years
Does he ever smile?
Saturday, October 14, 2006
O meu coração já se entregou à tempestade
And so it is... not so easy
Flutuo
Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã
Hoje eu vou fugir
Para não me dar a vontade
De ser tua
Só para não me ouvir dizer
Que as coisas vão mudar amanhã
Susana Félix
Saturday, September 09, 2006
Quem és tu, de novo?
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?
Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?
As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga
Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?
Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?
Jorge Palma
Friday, August 18, 2006
Sunday, August 13, 2006
Quem tem saudades dele?
Thursday, August 10, 2006
A Ilha Verde

Wednesday, July 26, 2006
Anarchy
Ammon Hennacy
Monday, July 10, 2006
Decepcionada

Na próxima vez que eu me cruzar com um livro da Inês Pedrosa, pensarei duas vezes em lê-lo. Não vá ela ter uma visão tão simplista e parcial da vida em geral.
Monday, June 26, 2006
Entre paredes
Tuesday, June 13, 2006
Por outro lado
este é fraquinho...Um grande livro lido!
About queens
Friday, June 09, 2006
Não o lerei
Tuesday, June 06, 2006
Greve no dia 14
UM ENORME DIA DE LUTA!
A FENPROF convocou uma grande jornada de luta para o dia 14 de Junho de 2006. A decisão sobre esta grande acção e a data escolhida para que se concretizasse assentou na seguinte análise:
1. O projecto de revisão/liquidação do ECD apresentado pelo Ministério da Educação é, de facto, inaceitável. O seu conteúdo corresponde, efectivamente, à liquidação do Estatuto da Carreira Docente ao ponto de nem serem esquecidos os pormenores. Por exemplo, o ME propõe substituir a designação "Estatuto" por "Regime Legal". Uma subtileza com profundo significado;
2. As permanentes declarações da ministra da Educação acusando os professores por todos os problemas do sistema [mau funcionamento das escolas; insucesso escolar; abandono escolar;…] são de todo inaceitáveis por ferirem na sua dignidade os profissionais docentes;
3. Por estas razões principais, o Secretariado Nacional da FENPROF decidiu convocar uma jornada de luta que compreende Greve, Plenário Nacional e Manifestação Nacional;
4. Colocava-se, contudo, a marcação da data para o fazer e essa era a dificuldade, na certeza, porém, de que os professores não poderiam chegar ao final do ano sem uma forte resposta aos sucessivos ataques do ME. Uma resposta que fosse, para já, apenas a primeira, daí a necessidade de ser muito forte;
5. Assim, tendo em conta que:
a) Esta jornada de luta teria de ser anterior ao dia 23 (último dia de aulas);
b) Não se pretendia que coincidisse com dia de exame nacional para evitar aproveitamentos ilegítimos quanto aos objectivos da luta (não terá sido ingénua a entrega do projecto do ME no final de Maio);
c) Para não coincidir com os exames, a Greve teria de ser marcada para a semana anterior à que se inicia em 19;
d) Nessa semana, os únicos dias possíveis seriam 12, 14 e 16;
e) Dia 16 seria "ponte" em todo o país, estando, por isso, fora de questão;
f) Entre 12 e 14 (e porque o 13 é feriado, mas em Lisboa e não no resto do país) pareceu-nos melhor o 14 para não encostar ao fim de semana…
6. …Foi escolhido o dia 14 (e, recorda-se, só em Lisboa e em poucos mais concelhos, o dia 13 é feriado. Mesmo na área metropolitana de Lisboa não é feriado na esmagadora maioria dos municípios). Antes desta semana, o período de tempo seria legalmente insuficiente para que se entregasse o Pré-Aviso de Greve;
7. O facto de ser encostado ao feriado de dia 15 é importante, pois facilita a participação na Manifestação Nacional convocada para o dia anterior. Os colegas de mais longe, que chegarão às suas casas já em plena madrugada, não terão de trabalhar no dia seguinte o que facilitará que estejam disponíveis para participarem na Manifestação;
8. Se esta Greve tivesse sido convocada para que se fizesse "ponte" não seria acompanhada de Plenário Nacional e de Manifestação. Essa será a prova de que os professores estão realmente em luta e não de "férias". Estamos certos de que não apenas os professores de outras regiões do país, mas também os do concelho de Lisboa (e estes de forma determinante) darão grandiosidade à Manifestação.
9. A FENPROF não duvida de que um elevadíssimo número de professores e educadores, nesse dia, estará em Lisboa a participar em uma das maiores Manifestações de Professores e Educadores de que há memória. O momento que vivemos justifica que assim seja!
O Secretariado Nacional
Sunday, June 04, 2006
Movimento
Saturday, June 03, 2006
Petição
http://www.petitiononline.com/piprep/
Saturday, May 13, 2006
Gato escaldado
Saturday, April 29, 2006
Insónia
Tuesday, April 18, 2006
Afinal, a coisa vai correr mesmo bem
Warm wishes,
The Astrocenter Team
Monday, April 17, 2006
O Flâneur em Paris

Sunday, April 16, 2006
Crazy
Friday, April 14, 2006
Sonho recorrente
Thursday, April 13, 2006
Menina da Lua
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua
Quero te ver clara
Clareando a noite densa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura
Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar
Rosie
Saturday, March 25, 2006
Take the money and run...
Tuesday, March 21, 2006
Fear or love?
Wednesday, March 15, 2006
Nómadas à porta
Vidinha santa
Lá na catequese ensinaram-me que somos todos pecadores, que até o catequista o era e nem o senhor padre estava livre de uma ou outra "desatenção". Um dia perguntei se o Papa também era pecador, mas a minha pergunta não foi lá muito bem vista. Ainda me lembro que no meu certificado de profissão de fé estava um grande burrié verde e seco. Ainda hoje me pergunto se foi acaso da higiene nasal do catequista ou vingança pura. Claro que deitei fora o papelinho cartonado por duas boas razões.
Se "somos todos pecadores", como é que é possível construir uma cidade virtuosa? Quem controlará as palavras, os actos, os pensamentos e as omissões (sobretudo os pensamentos e as omissões) daquelas alminhas?
Saturday, March 11, 2006
Data de validade
My old age
Saturday, March 04, 2006
A reabilitação do amor
Maria Amália Vaz de Carvalho
Friday, January 27, 2006
Patrícia Melo
As conversas transatlânticas têm destas coisas. Eu falo de José Riço Direitinho e acabo por descobrir uma escritora paulista fabulosa.
A história é muito simples, porém fluente e hardilosamente contada, de um maestro muito enciumado apaixonado e casado por uma mulher judia 30 anos mais nova que ele.
Marie está a descobrir o que significa isso de pertencer ao Povo Eleito e o Maestro acha-se exactamente do outro lado, um gói proscrito do coração dela.
Saber acender uma fogueira é saber manejar a lenha e o ar. Ter a paciência do tempo da madeira e o fôlego certo para a avivar aqui e ali. Por isso, a magia de olhar o fogo é uma metáfora para a existência humana, para o amor. A combustão alquímica que transforma. E depois a Fénix. Ou, então, o rubedo.
Talvez
Contigo aprendi a viver no meio dos peixes e das algas. E agora é como se falasse com a linguagem que não se diz.
Monday, January 02, 2006
Alvura
Sunday, January 01, 2006
Lonely Lonely
Wednesday, November 30, 2005
Indefinições
É também sabido que nas escolas não há salas de trabalho para os docentes. Os chamados gabinetes de trabalho simplesmente não existem, atirando os professores para espaços híbridos. Se por um lado a sala de professores é de convívio, ela também é de trabalho. Quando nela não há espaço, recorremos à biblioteca que também é dos alunos (que aproveitam para espreitar os testes que estamos a corrigir ou a ficha que estamos a elaborar).
Chegados a casa, o nosso espaço pessoal, o privado, de lazer e ócio (e o que mais se quiser), logo passa a local de trabalho onde fichas se imprimem, testes se corrigem e se "espalham" pela secretária. E nem sempre é fácil de manter estanques as funcionalidades desse espaço.POr outro lado, o tempo. Pode muito bem acontecer a um professor, ter de corrigir testes, ir fazendo o jantar e deitar o olho ao filho que por ali brinca.
Neste momento, o tempo de trabalho individual é a única variante que podemos modificar. Requer uma certa disciplina para marcar no horário semanal as restantes horas de trabalho individual, mas esta é uma das soluções para valorizarmos o nosso trabalho. Muitas vezes, os professores trabalham para além das 35 horas semanais, mas, como não contabilizam o tempo dispendido, os mais perfeccionistas ficam com uma sensação de que podiam fazer melhor e que poderiam esforçar-se mais. Quando começamos a contar as horas em que trabalhamos, distinguindo muito bem os tempos de lazer dos de trabalho, começamos a ter um grande à-vontade para, cumpridas as 35, gozarmos o fim-de-semana como bem entendermos.
Porém, uma das questões que se prende com esse tempo de trabalho tem a ver com a sua rentabilidade. Muitas vezes há uma tendência para dispersar na semana o trabalho, não o acumulando em blocos de horas seguidas, simplesmente porque não se aguenta. É que não se trata de um trabalho mecânico, não é a mesma coisa que preencher impressos de IRS no 12.º Bairro Fiscal de Lisboa, não é a mesma coisa que atender um contribuinte ao balcão. Quando um professor organiza a sua actividade lectiva há ingredientes que deve usar, ao contrário dos outros "funcionários". Há que ter em conta a criatividade, a motivação, a adequação pedagógica, as idiossincrasias discentes, o clima, a estação do ano, o que aconteceu ontem, hoje e o que pode acontecer amanhã... Etc, etc, etc...
Se mesmo depois de usarmos as horas devidas e pagas e tivermos que fazer horas extraordinárias NÃO REMUNERADAS porque ainda há trabalho inadiável por fazer, teremos que chegar à conclusão que andamos veladamente a trabalhar por objectivos (como os empregados do Belmiro). Mas até esses têm prémios de produtividade. Dava jeito que se pusesse tudo preto no branco e que alguém verdadeiramene inteligente entendesse tudo isto.
Sunday, November 20, 2005
Afeições
Friday, November 18, 2005
Closer
http://www.warnerbrosrecords.com/damienrice/
Saturday, November 12, 2005
Começa cada vez mais cedo
E olhem que eu ia jurar que em Setembro já tinha visto qualquer coisinha natalícia por aí...
Don't you just hate Christmas?
Well... I do...
Thursday, November 10, 2005
Motivação para a leitura
Sunday, October 30, 2005
Your are my sister
So innocent, so full of need
There were times we were friends
but times I was so cruel
Each night I'd ask for you to watch me as I sleep
I was so afraid of the night
You seemed to move through the places
You lived inside my world so softly
Protected only by the kindness of your nature
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
We felt so differently then
So similar over the years
The way we laugh the way we experience pain
So many memories
But there's nothing left to gain from remembering
Faces and worlds that no one else will ever know
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
I want this for you
They're gonna come true (gonna come true)
Antony & The Johnsons
in I am a bird now
Thursday, October 20, 2005
Petição online ao Sr. Presidente da República
se puder e desejar, reencaminhe para todos os seus contactos.Não há bom ensino com professores descontentes e mal tratados.
(Em http://barcosflores.blogspot.com)
Tuesday, October 18, 2005
Milagre, precisa-se
Deus os cure.
A paixão de outros dias
O ancião fixa-se no jovem:
- Todas as pessoas já foram um dia uma única célula e hoje lidarás com elas como se elas fossem apenas uma célula.
- Isso é impossível! Elas hoje são muito mais que uma célula!
- O passado é passado. Não importa se foi ontem ou há 20 anos.
Monday, September 12, 2005
Now?
- We are going to start all over again.
Monday, August 29, 2005
Wednesday, August 17, 2005
Monday, August 15, 2005
The impossible kiss
Tuesday, August 02, 2005
Taizé

e aqui ...

ficam os meus votos de uma excelente viagem e de um grande encontro.
De malas feitas...
Monday, August 01, 2005
Como diz um amigo meu do outro lado do Atlântico...
Beijos para ele!
Saturday, July 30, 2005
A prayer
Qui tollis peccata mundi
Dona nobis pacem
O alimento dos dias
Wednesday, July 27, 2005
Morra!
PIM!
Sunday, July 24, 2005
Saturday, July 23, 2005
Sobem-se as ruas estreitas seguindo as marcas do percurso pedestre homolgado, passa-se pelo castelo onde até os cactos sucumbem à secura. Avista-se a barragem, quase sem água, e os moinhos. Escutam-se depois os morcegos na caverna. Mais adiante estão os fósseis. O paradão é muito cimento e ferrugem para tão pouca água. O que foi fundo é agora lama ressequida. Desce-se até ao sítio onde em tempos se moeu a farinha e se fez o pão. Na subida, uma senhora muito palradeira fazia marafonas. Regressámos ao largo, onde inexplicavelmente um tanque blindado ladeia com um parque infantil.
O Homem subiu a montanha e ali lançou raízes. Abraçou a sua casa com as pedras e fez delas tecto, chão e paredes.
Este filme é dos mais bonitos que eu alguma vez já vi. Agarrem-no!
Friday, July 15, 2005
Ex.mo Sr. Primeiro Ministro,
Tuesday, July 12, 2005
Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro,
faz bem só pensar em ver
seu corpo meio maduro.
Seus seios altos parecem
(se ela estivesse deitada)
dois montinhos que amanhecem
sem ter que haver madrugada.
E a mão do seu braço branco
assenta em palmo espalhado
sobre a saliência do flanco
do seu relevo tapado.
Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, qusndo é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?
Fernando Pessoa
Monday, May 30, 2005
Música
http://www.radioparadise.com
Sunday, May 29, 2005
Ócio?
Friday, May 27, 2005
Aromas
O ócio bem desossado.
Thursday, May 26, 2005
O pior dos males
Friday, May 20, 2005
O perdão
O elogio da felicidade
Darmos largas aos nossos momentos depressivos, juntarmo-nos muitos e vivermos em conjunto esse humor menos alegre, mais meditabundo, mais lento, menos concentrado e com menos apetite pelas coisas consumíveis podia muito bem ser a plataforma de lançamento para comunidades muito engraçadas. Se vivêssemos isso a fundo, saíriamos do esquema de vida que temos e começávamos a fazer algo de verdadeiramente criativo com as nossas vidas. Assim uma "cena bué existencialista", como diz um conhecido meu. :D
Já vi pessoas que me amam muito que, quando me vêem mais introspectiva, menos volutiva, sacam logo da frases: " Se calhar estás deprimida. Convinha-te ires a um médico." Não há nada mais irritante do ouvir que isto. Saltam-me todas as tampas (as que tenho e as que não tenho...). Que diacho!!! Então mas uma pessoa não pode andar mais lenta, mais pensativa, com menos vontades?
Porque é que toda a gente tem de te estar altamente concentrada, produtiva, "socially fit" e ready for action?
As pessoas que nos amam querem-nos assim por egoísmo. As pessoas que amam também podem ser egoístas! Quem não viu "As Horas"? Aquele diálogo entre a Clarissa e o Richard antes da festa... lindo!!! lindo!!!
Depois, interessa muito ao Belmiro de Azevedo, e a todos os que fazem dinheiro cada vez que saímos de casa, que sejamos activos e bem-dispostos, cheios de vontades de fazer coisas e de comprar coisas (para lhes transmitirmos generosamente o nosso dinheiro.)
E ainda interessa às empresas farmacêuticas, pois claro!
Todos enchem os bolsos com esta mania da felicidade permanente. Essa coisa do "shiny happy people"...
Somos seres químicos, mas tb somos seres afectivos e espirituais. Uma coisa é o meu corpo não ser, de todo, capaz de produzir serotonina e aí convém-me mesmo um comprimido.
Outra coisa é eu andar a dar tratos à cabeça para descobrir formas de tirar mais prazer da vida e ter mais momentos felizes, sentir-me melhor comigo e com os outros.
Eu sempre preferi a última via. Sou pessoa de ter grandes e prolongados amóques, já estive com a chaves de casa na mão para ir ao médico, mas ainda assim, prefiro viver com os químicos que o meu cérebro produz. É isso que funciona comigo.
Tomarmos os comprimidos não quer dizer que nos tenhamos passado para o outro lado do maralhal. Quer dizer apenas que precisamos de um empurrãozinho (passo a expressão...), ou de uma bóia.
Enfim... Cada um tem dentro de si o mapa do seu próprio caminho.
Saturday, April 16, 2005
Useless laws
Utah Phillips
Sombras
Friday, April 15, 2005
Pacifism
Utah Phillips
Friday, April 01, 2005
O Esplendor de Portugal
conforme o meu pai costumava explicar
olhavam para nós como criaturas primitivas e violentas que aceitavam o degredo em Angola a fim de cumprirem condenações obscuras longe da família, de uma aldeia qualquer sobre penhascos de onde vínhamos, habitando no meio dos pretos e quase como eles, reproduzindo-nos como eles na palha, nos desperdícios, nos dejectos para formarmos uma raça detestável e híbrida que aprisionavam por medo em África mediante teias de decretos, ordens, câmbios absurdos e promessas falsas na esperança que morrêssemos das pestes do sertão ou nos matássemos entre nós como bichos e entretanto obrigando-nos a enriquecê-los com percentagens e impostos sobre o que nos não pertencia também, roubando no Uíje e na Baixa do Cassanje para que nos roubassem em Lisboa até
explicava o meu pai
que os americanos ou os russos ou os franceses ou os ingleses convencessem os pretos em nome da liberdade que não teriam nunca, armando-os e ensinando-os a utilizarem as armas contra nós, convencessem os pretos
explicava o meu pai
a substituírem a condição que lhes impúnhamos pela condição que lhes garantiam não impor depois de nos expulsarem de Angola e se instalarem aqui com as suas máquinas de extrair minério e as suas plataformas de petróleo de Cabinda a Moçâmedes, tirando mais de Angola do que alguma vez pensámos ou quisemos tirar não só por ignorância mas por amor a África dado que
explicava o meu pai
acabámos por gostar de África na paixão do doente pela doença que o esquarteja ou do mendigo pelo asilo que o humilha, acabámos por gostar de ser os pretos dos outros e possuir pretos que sejam os pretos de nós, habituados à violência do clima e das pessoas e à impiedade da chuva, a resolvermos a tiro um desacordo ou um capricho»
Monday, February 21, 2005
O quarentão
Thursday, February 17, 2005
Naqueles dias...
Bateu-me uma nostalgia...
No alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.
É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.
Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
TAnta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!
Cancioneiro popular
Interpretado por Dulce Ponte
As fotos
A dor da gente
Atentou contra a existência num humilde barracão
Joana de tal, por causa de um tal João
Depois de medicada, retirou-se pro seu lar
Aí a notícia carece de exatidão
O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou
Joana é mais uma mulata triste que errou
Errou na dose
Errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal
(Cantado por Chico Buarque)
Tuesday, February 15, 2005
My daily wish
Friday, January 28, 2005
A inveja
Thursday, January 27, 2005
O nada
Friday, January 21, 2005
"A Sombra do Vento"
É um livro que fala sobre uma certa redenção através da leitura, como se pudéssemos aprender com as vidas nos livros, como, se lendo e entranhando as personagens em nós, conseguíssemos encontrar outros rumos. Caminhos de salvação.
Muito bem escrito, traduzido com uma mestria deliciosa, este é um livro que nos prende numa Barcelona de há 50 anos, com o seu Bairro Gótico, as avenidas, os eléctricos e os edifícios em geral. E as Ramblas, sempre.
É sempre assim, na vida. Aquilo que à primeira vista parece ser sobre dinheiro, fama, ambição ou glória é mesmo sobre afectos. Ou a falta deles.
Friday, January 07, 2005
Cesariny...
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz?
E amanhã há bola antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo No riso admirável de quem sabe e gosta de ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Nobilíssima Visão (1945-1946), in burlescas, teóricas e sentimentais (1972)
Mário de Cesariny
Saturday, December 18, 2004
Re-fuel
Os jovens e os outros
Michael Cunningham, Uma Casa na Escuridão
Saturday, October 30, 2004
Stones and houses
tell me what's your house made of..."
Ani DiFranco
Sunday, October 17, 2004
O escuro
Friday, October 15, 2004
Ghosts...
Tuesday, October 12, 2004
Fuel
What is your fuel?
Why do you burn?
Do you wish to be the fire in the maze?
Are you in the center? Placed above?
What is your path?
Why did you start?
What started you?
Tuesday, November 04, 2003
Flavours
I'm not between you and your ambition
I am a poster girl with no poster
I am 32 flavours and some more..."
Ani DiFranco












